Zé Ibarra no Fasching
Show de um dos nomes mais quentes da nova MPB do Rio
Se você anda com a sensação de que a música brasileira está vivendo uma fase nova (e boa), o Zé Ibarra é parte importante disso. Ele é um dos rostos centrais do “renascimento pop” do Rio de Janeiro.
Quem é Zé Ibarra
Ele ficou conhecido nacional e internacionalmente por dois projetos bem fortes:
Bala Desejo: coletivo que venceu o Latin Grammy
Dônica: banda carioca ligada a essa cena nova, com pegada sofisticada
E tem um “selo de respeito” que diz muito: ele já saiu em turnê com Milton Nascimento. Não é qualquer um que divide estrada com um gigante desses.
Carreira solo e por onde ele já passou
Como artista solo, Zé Ibarra já fez shows no Japão, Portugal e Estados Unidos. Mais recentemente, ele também fez turnê como artista de abertura (support) do Seu Jorge.
O álbum novo: AFIM
Em fevereiro de 2025, ele lançou o segundo álbum solo, AFIM, pelo selo Mr Bongo.
O disco é uma mistura bem saborosa e moderna de:
MPB: música brasileira contemporânea, com foco em canção e arranjos
Jazz: ritmos e harmonias mais livres
Pop: estrutura direta, “gruda” fácil
Rock progressivo: mudanças de clima e ambição musical
O resultado vai do intimista ao grandão:
Momentos só voz e violão, bem próximos
Faixas mais “cinematográficas”, com guitarras fuzz (aquela distorção mais suja e aveludada) e arranjos de cordas assinados por Jaques Morelenbaum
O que ele quis fazer com esse disco
Nas palavras do próprio Zé, o AFIM foi uma chance de colocar no álbum partes dele que ainda não tinham sido “organizadas”: um lado mais escuro, uma musicalidade mais de cinema, e vontade de experimentar paisagens sonoras novas.
Como isso aparece nas músicas
São oito faixas em que cada música mostra um “Zé” diferente:
O compositor mais cru, no modo cantor-e-violão
O romântico cheio de arranjo
O pop bem amarrado, mas com melodias que sonham soltas
Cordas sentimentais e ritmos de jazz segurando a emoção
Por que vale ficar de olho
Ele faz parte da nova geração da MPB que respeita a tradição sem virar museu: pega a herança e estica, dobra, mistura e cria coisa nova. Hoje, é facilmente um dos nomes brasileiros mais interessantes para ver ao vivo e acompanhar de perto.
Link no Spotify: Zé Ibarra