conheça o Brics Pay: o ‘Pix Global’ que desafia o dólar








Brics Pay: o ‘Pix Global’ que desafia o dólar – e o que isso significa para Brasil e Suécia

O mundo financeiro está prestes a dar um passo ousado. O Brics – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que recentemente ganhou novos integrantes como Egito, Etiópia, Irã e Emirados Árabes Unidos – acelera a implementação do Brics Pay, apelidado de “Pix Global”.

Não se trata de uma moeda única, mas de um sistema de liquidação financeira que promete algo revolucionário: reduzir a dependência do dólar nas transações internacionais. Para os países do bloco, isso significa agilidade, menor custo e mais autonomia em suas operações comerciais.

O que é o Brics Pay?

O projeto foi destacado na 16ª Cúpula do Brics, em outubro de 2024, na Rússia. A ideia é simples, mas poderosa: criar um sistema de transferências rápidas entre países-membros, utilizando tecnologias modernas como blockchain, QR codes, carteiras digitais e canais de comunicação diretos entre bancos centrais.

Na prática, é como se o modelo do Pix brasileiro fosse exportado para o nível internacional, criando uma rede paralela ao sistema financeiro tradicional, que hoje gira em torno do dólar e da plataforma Swift.

Brasil: influência e oportunidade

O Brasil tem papel estratégico nessa história. Afinal, foi daqui que surgiu a inspiração: o Pix, criado pelo Banco Central, se tornou referência mundial. Agora, o país pode usar esse know-how para ganhar destaque dentro do bloco e negociar com mais autonomia.

Além disso, empresas brasileiras podem reduzir custos ao negociar diretamente com parceiros do Brics, sem depender do câmbio dólar-real a cada operação. O risco, claro, é enfrentar pressões políticas e comerciais vindas dos Estados Unidos e da Europa, que veem a desdolarização como ameaça.

E a Suécia, onde entra?

A Suécia está fora do Brics, mas não está fora da equação. O país é altamente integrado ao comércio global e tem empresas que negociam intensamente com China, Índia e Brasil. Se o Brics Pay realmente ganhar força, exportadores suecos podem ver vantagens em usar o sistema – especialmente em setores como tecnologia, mineração e agronegócio.

Para empresas brasileiras na Suécia, como restaurantes, lojas e prestadores de serviço, pode significar mais acesso a fornecedores em países do Brics sem as taxas pesadas das remessas internacionais tradicionais.

O impacto para brasileiros na Suécia

Um ponto direto para a comunidade brasileira aqui é o das remessas. Hoje, enviar dinheiro do Brasil para a Suécia (ou o contrário) envolve plataformas como Western Union, Remitly ou Wise, todas cobrando taxas consideráveis. O Brics Pay abre a perspectiva de transferências internacionais mais rápidas, baratas e transparentes, se no futuro houver integração com sistemas europeus.

Para quem empreende aqui, isso pode reduzir barreiras e abrir portas para negociações mais diretas com fornecedores do bloco.

Mais que finanças: um movimento político

O Brics Pay não é apenas um sistema de pagamento. É uma declaração política: a de que os países emergentes não querem depender do dólar em cada passo da sua economia. Para os EUA, é um desafio; para a Europa, um dilema. Para o Brasil, pode ser a chance de se firmar como potência inovadora. E para a Suécia, talvez um teste de pragmatismo: acompanhar de perto e decidir se vale a pena se abrir para esse “Pix Global”.

Conclusão

Estamos diante de uma possível virada no comércio internacional. Se der certo, o Brics Pay não será apenas uma ferramenta financeira, mas um símbolo de autonomia. Para brasileiros na Suécia, o impacto pode ser prático e imediato: transferências mais baratas, negócios mais integrados e menos dependência do dólar.

Resta saber: o mundo está preparado para um sistema financeiro sem a hegemonia da moeda americana?

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