Lavanderias comunitárias na Suécia completam 100 anos: tradição em risco?
Em 2025, as lavanderias comunitárias na Suécia completam um século de existência. O primeiro espaço desse tipo foi inaugurado em Röda bergen, Estocolmo, em 1925, pela cooperativa habitacional HSB. Foi uma verdadeira revolução: de repente, as famílias tinham acesso a máquinas e tanques que faziam em horas o que antes levava dias de trabalho manual.
Como era antes das lavanderias?
No início do século XX, a realidade era bem diferente. Nos porões dos prédios, roupas eram fervidas em caldeiras a lenha ou gás e depois penduradas no sótão para secar. No inverno, o processo podia levar mais de uma semana. Era pesado, demorado e exigia esforço físico — quase sempre das mulheres da casa.
O impacto social das lavanderias
Quando os primeiros lavadouros comunitários surgiram, trouxeram não apenas praticidade, mas também um forte valor social. O acesso a máquinas modernas deixou de ser privilégio de poucos. Famílias de diferentes origens passaram a compartilhar o mesmo espaço, com regras comuns de uso.
Ali, vizinhos se conheciam, amizades se formavam e até romances nasceram. Mas, como em qualquer ambiente coletivo, também havia atritos: brigas por horário, reclamações sobre a limpeza e a eterna discussão sobre a pelusa esquecida na máquina.
Um símbolo da igualdade sueca
As lavanderias comunitárias na Suécia se tornaram parte do projeto social que ficou conhecido como “o lar popular sueco”. A ideia era simples, mas poderosa: todos tinham direito a uma moradia digna, com condições de higiene adequadas. Lavar a roupa deixou de ser apenas uma tarefa doméstica e passou a representar a própria visão sueca de igualdade e cidadania.
Elas estão desaparecendo?
Um século depois, a situação mudou. Em muitos prédios novos, as lavanderias comunitárias estão sendo substituídas por mais apartamentos. Ao mesmo tempo, as máquinas de lavar ficaram mais acessíveis, e muitos preferem ter uma dentro de casa.
Para quem pode pagar, essa mudança não faz diferença. Mas para estudantes, imigrantes recém-chegados e pessoas com renda menor, perder esses espaços significa mais gastos e menos oportunidades de convivência. Sem falar que, para muitos suecos, a lavanderia foi também um lugar de memórias e histórias compartilhadas.
Houve pessoas famosas que as usaram?
Não há registros de figuras famosas que tenham frequentado as primeiras lavanderias suecas. Elas eram pensadas para o uso do dia a dia, acessíveis a todos. O que se sabe é que tiveram enorme impacto coletivo: representaram um marco no avanço da igualdade e moldaram a vida cotidiana de gerações inteiras.
Mais do que lavar roupa
O que está em jogo hoje não é apenas praticidade. É a preservação de um espaço que simboliza como a sociedade sueca aprendeu a compartilhar recursos, a conviver com regras comuns e a negociar diferenças dentro de um mesmo prédio.
E você, o que acha?
Vale a pena preservar as lavanderias comunitárias como parte da vida em comunidade? Ou chegou a hora de cada lar seguir com sua própria máquina de lavar? A discussão mexe não só com o futuro dos prédios, mas também com a essência da convivência sueca.
Fonte: Wikipedia SE e TV4

