Se você mora na Suécia e vai viajar (ou voltar de viagem) com remédios na mala, não dá para ir no “modo Brasil”: aqui a regra é simples e chata, do jeito que a alfândega gosta. Você precisa conseguir provar que é para uso pessoal e que tem motivo médico.
O que significa “uso pessoal” (e como provar)
O Tullverket pode pedir que você comprove que o medicamento é para você (ou para o seu animal, se estiver viajando com ele). O jeito mais fácil é ter pelo menos um destes itens:
Regra de ouro: remédio solto em potinho sem identificação é pedir para virar “sorteado” na inspeção.
Quantidade: o limite muda dependendo do país
O Tullverket deixa claro que você não pode trazer quantidade “infinita” de medicamento. O limite depende de onde você está chegando:
EES é o Espaço Econômico Europeu: países da UE + Islândia, Noruega e Liechtenstein.
Medicamentos narcóticos ou classificados como doping
Aqui o nível de exigência sobe. Além de provar uso pessoal e motivo médico, em alguns casos você pode precisar de um “Schengenintyg” (um certificado para viajar com certos medicamentos dentro do espaço Schengen).
Esse documento precisa indicar, por exemplo, quem prescreveu, para quem é o medicamento e qual é a dosagem.
Checklist prático antes de viajar
O que fazer se você for parado
Calma. Separar a documentação e explicar de forma objetiva costuma resolver rápido. E sim: mesmo quem está fazendo tudo certo pode ser selecionado para controle.
Para conferir a regra oficial antes de cada viagem, veja as páginas do Tullverket e do Läkemedelsverket.

