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Eleição na Suécia: já há quem fale em vitória, mas o resultado ainda não é definitivo
Se você abriu o Instagram ou algum jornal nesta terça-feira, talvez tenha visto manchetes dizendo que Magdalena Andersson ou a esquerda “venceram” a eleição sueca.
O resultado está bastante encaminhado, mas a contagem oficial ainda não terminou. E essa diferença é importante.
A SVT ainda mostrava nesta terça-feira 95% dos distritos contabilizados e 176 a 173, classificando o resultado como preliminar.
Entenda a notícia
Atualização: o resultado final da eleição sueca de 2026 já foi confirmado.
A Valmyndigheten oficializou o resultado em 19 de setembro. A oposição formada por Socialdemokraterna (S), Vänsterpartiet (V), Miljöpartiet (MP) e Centerpartiet (C) ficou com 176 das 349 cadeiras do Riksdag. Os partidos de Tidö — Moderaterna (M), Sverigedemokraterna (SD), Kristdemokraterna (KD) e Liberalerna (L) — ficaram com 173 cadeiras.
Então quem venceu?
Na distribuição de cadeiras, o bloco de oposição terminou com maioria parlamentar por três mandatos: 176 a 173.
Mas isso não significa que um novo governo esteja automaticamente formado. Na Suécia, a eleição define a composição do Parlamento. Depois vem uma segunda etapa: a formação do governo.
O que aconteceu com Ulf Kristersson?
Ulf Kristersson pediu exoneração do cargo de primeiro-ministro em 17 de setembro, depois que a contagem confirmou a vantagem da oposição.
Ele e os demais ministros continuam exercendo suas funções temporariamente como um governo de transição (övergångsregering) até que um novo governo assuma.
E Magdalena Andersson já é primeira-ministra?
Não.
Os Social-Democratas foram o maior partido da eleição, com 99 cadeiras, mas ainda é necessário passar pelo processo parlamentar de formação do governo.
O presidente do Parlamento sueco, o talman, conduz as conversas com os partidos e apresenta um candidato a primeiro-ministro.
Como funciona a escolha do primeiro-ministro?
Na Suécia, um candidato pode assumir desde que menos de 175 deputados votem contra.
Isso significa que um partido pode permitir a formação de um governo sem necessariamente fazer parte dele ou votar explicitamente a favor.
Por isso, as negociações entre os partidos são decisivas.
O que acontece agora?
O novo Riksdag começa seus trabalhos em 28 de setembro. A primeira oportunidade para uma votação sobre um novo primeiro-ministro ocorre na semana seguinte à abertura formal do Parlamento, em 29 de setembro.
Até lá, continuam as negociações para definir quem consegue apoio suficiente — ou, pelo menos, evitar uma maioria de 175 votos contrários.
Resultado final: como ficaram os principais partidos
- Socialdemokraterna (S): 99 cadeiras
- Moderaterna (M): 70
- Sverigedemokraterna (SD): 62
- Vänsterpartiet (V): 30
- Centerpartiet (C): 25
- Kristdemokraterna (KD): 22
- Miljöpartiet (MP): 22
- Liberalerna (L): 19
O que muda para quem mora na Suécia?
Por enquanto, nenhuma regra de imigração, residência, cidadania, impostos, benefícios ou trabalho mudou automaticamente por causa do resultado eleitoral.
O que importa agora é acompanhar qual governo será formado e quais acordos políticos serão necessários para sustentá-lo. É nessa etapa que começa a ficar mais claro quais propostas terão condições reais de avançar.
O Brassar continua acompanhando a formação do governo e o que pode ter impacto prático para brasileiros que vivem na Suécia.
Fontes: Valmyndigheten, Sveriges Riksdag, Regeringskansliet e SVT.



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